Sinopse
Em um povoado minerador isolado no norte do Chile dos anos 80, uma menina de 12 anos chamada Lidia desperta para o mundo ao lidar com o terror de uma doença misteriosa que ronda sua família queer. Cercada por poeira vermelha e olhares enviesados, ela navega entre o medo do preconceito e a força dos laços escolhidos, onde amores proibidos florescem como flamencos em lagoa esquecida. A debutante visão de Diego Céspedes entrelaça sutilezas visuais e oníricas com denúncia social, mostrando personagens cheios de possibilidade apesar da inclemência da realidade operária e do fantasma do VIH pairando como sombra condenatória. Lidia cresce imersa nessa rede afetiva que imita a família tradicional, mas pulsa com ternura autêntica e resistência. Será que o brilho inocente de seus olhos conseguirá atravessar as trevas da intolerância e revelar a beleza oculta dessa comunidade marginalizada?[1][2]