A série Adolescência, produção original da Netflix, foi o grande destaque da 83ª edição do Globo de Ouro, realizada em 11 de janeiro de 2026, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. A minissérie levou o prêmio de Melhor Série Limitada, Antologia ou Filme para Televisão, além de outras três estatuetas importantes, dominando a noite e consolidando-se como um dos maiores sucessos de 2025.[1][2][3]
Para os fãs brasileiros de séries, que adoram produções intensas como as de Black Mirror ou The Crown, Adolescência chega como uma obra obrigatória. Disponível no catálogo da Netflix no Brasil desde o ano passado, a série já havia feito barulho no Emmy Awards 2025, vencendo como Outstanding Limited or Anthology Series, e no Critics’ Choice Awards 2026. Agora, com o Globo de Ouro, ela reforça seu status de fenômeno global.[1]
A trama gira em torno de Jamie Miller, um garoto de 13 anos interpretado pelo estreante Owen Cooper, acusado de assassinar uma colega de escola. Filmada em quatro episódios de uma hora cada, em takes únicos, a produção mergulha nas consequências do crime, explorando violência juvenil, relações familiares destruídas, pressões sociais, saúde mental, bullying, machismo e misoginia. Não é baseada em fatos reais, mas o ator e co-criador Stephen Graham se inspirou em casos reais de crimes com faca envolvendo jovens no Reino Unido.[2][6]
"Houve um incidente em que um menino esfaqueou uma menina. Isso me chocou. Eu estava pensando: ‘O que está acontecendo na sociedade quando um menino esfaqueia uma garota até a morte?’ E então aconteceu de novo", revelou Graham em entrevista à Tudum.[2] Essa abordagem crua e questionadora ressoa especialmente no Brasil, onde debates sobre violência entre jovens e o papel da família na educação ganham cada vez mais espaço.
No Globo de Ouro, Adolescência disputou com pesos-pesados como Toda a Culpa Dela, A Besta em Mim, Black Mirror, Morrendo por Sexo e A Namorada, mas saiu vitoriosa em quatro categorias:[1][4]
- Melhor Série Limitada: A produção como um todo.[1][3]
- Melhor Ator em Série Limitada: Stephen Graham, no papel do pai de Jamie.[1][4]
- Melhor Ator Coadjuvante em Televisão: Owen Cooper, de apenas 16 anos, tornando-se o vencedor mais jovem da história do Globo de Ouro.[1][3]
- Melhor Atriz Coadjuvante em Televisão: Erin Doherty.[1][3]
Owen Cooper subiu ao palco emocionado: "Isto não parece real. Tem sido uma jornada incrível para mim e para a minha família". Erin Doherty, por sua vez, agradeceu ao roteirista Vince Gilligan pelo "papel de uma vida", mostrando surpresa genuína.[3][4]
A técnica inovadora de filmagem em plano-sequência único por episódio impressionou a crítica, criando uma sensação de imersão total na tensão familiar e no caos emocional. No Brasil, onde as séries da Netflix como Squid Game e Stranger Things bombam, Adolescência tem tudo para viralizar, especialmente por tocar em temas universais como a falha dos adultos em proteger os jovens da violência.
Além dos prêmios, a série destaca o talento britânico: Stephen Graham, conhecido por Line of Duty e Help, entrega uma performance visceral como o pai devastado. Owen Cooper, descoberto aos 13 anos para o papel, prova que a nova geração de atores está pronta para dominar Hollywood.[1]
Para os brasileiros, que esperam ansiosamente pelas temporadas de premiações, Adolescência é mais um acerto da Netflix. Com o Globo de Ouro no currículo, é termômetro perfeito para o Oscar de TV e reforça por que as minisséries limitadas estão no topo das preferências. Se você ainda não assistiu, corra para o catálogo – os episódios intensos vão te prender do começo ao fim!