O Big Brother Brasil 26 mal começou e já está no centro de uma das maiores polêmicas de sua história recente. Na noite de domingo (18), o vendedor ambulante Pedro Henrique Espindola apertou o botão de desistência após ser acusado pela sister Jordana Morais de tentativa de beijo forçado e comportamento agressivo na despensa da casa. O caso explodiu nas redes sociais, dominando os trending topics e gerando reações de peso, de fãs do reality a deputadas federais.[1][2][3]
Tudo aconteceu em um momento que viralizou rapidamente. Jordana, que entrou na casa com carisma e logo conquistou aliados, relatou aos outros participantes que procurava um equipamento na despensa quando Pedro a orientou a checar o local. Segundo ela, ele entrou com ela, colocou a mão em seu pescoço e tentou beijá-la à força. 'Ele me segurou pela nuca', contou a sister, visivelmente abalada, para os brothers.[2][3][4] Minutos depois, Pedro, sem se despedir de ninguém, dirigiu-se à sala, esperou a liberação do botão e confirmou sua saída do programa. Imagens do canal UOL mostram o ex-participante deixando o confessionário em silêncio.[5]
A produção do BBB26 agiu rápido. No ao vivo apresentado por Tadeu Schmidt, o主持人 reforçou o acolhimento a Jordana pela equipe e lançou um alerta firme: 'Se o Pedro não tivesse desistido, ele teria sido retirado do programa. Atitudes assim são inaceitáveis, não apenas no BBB, mas em qualquer lugar'. A declaração ecoou o compromisso da Globo com a segurança das participantes, algo que ganhou força após edições passadas marcadas por controvérsias semelhantes.[3]
O caso ganhou dimensões nacionais. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, abriu inquérito para investigar a denúncia de importunação sexual. Em nota, a polícia informou que analisará as imagens exibidas no programa, chamará Pedro para depoimento e ouvirá as partes envolvidas. A Lei 13.718/18, que pune beijo forçado e atos sem consentimento com até 5 anos de prisão, foi citada por diversas figuras públicas.[1][2]
Políticas não pouparam críticas. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) destacou que 'o assédio sexual afeta sistematicamente mais de 50% da população brasileira' e que 'não podemos aceitar que ele seja normalizado em um programa que influencia tanta gente'. Natália Bonavides (PT-RN) reforçou: 'Insegurança e assédio não podem ser naturalizados — nem na vida real, nem no entretenimento'. As reações pedem que a Globo repense seus processos, lembrando casos como o de Pyong Lee no BBB20, acusado de apalpar Flayslane e tentar beijar Marcela sem consentimento, o que gerou inquérito na Deam.[1][3]
Pedro Henrique não era um brother qualquer. Escolhido pelo público na dinâmica da Casa de Vidro no Sul do país, o vendedor ambulante foi um dos mais comentados na primeira semana, com seu jeito extrovertido e histórias de superação. Sua entrada prometia agitar o jogo, mas o episódio na despensa mudou tudo. Fãs do reality, acostumados a ships e tretas leves, agora debatem consentimento e limites no confinamento 24 horas.[3]
Para o público brasileiro, viciado em realities como BBB, A Fazenda e Power Couple, esse caso reacende discussões cruciais. O BBB26, que estreou com elenco diversificado e provas eletrizantes, vê sua audiência disparar não só pelo entretenimento, mas pela relevância social. Jordana segue na casa, acolhida pelos brothers, e o programa continua com paredões quentes. Mas a pergunta que fica é: até onde o reality vai para manter o debate sobre assédio vivo, sem romantizá-lo?
Enquanto a polícia apura os fatos, o Brasil assiste atento. O #BBB26 segue nos trends, provando que o entretenimento nacional sabe misturar drama, justiça e lições duras. Fique de olho nas próximas edições ao vivo para ver como a produção lida com o aftermath dessa bomba.[1][2]