A cerimônia dos Golden Globes 2026, realizada no dia 11 de janeiro no Beverly Hilton Hotel em Los Angeles e transmitida pela CBS e Paramount+, coroou Hamnet, dirigido pela aclamada Chloé Zhao, como o grande vencedor na categoria Melhor Filme de Drama. O filme, adaptação do romance de Maggie O’Farrell, emocionou plateia e críticos ao retratar a dor de William Shakespeare (Paul Mescal) e sua esposa Agnes Hathaway (Jessie Buckley) após a morte de seu filho adolescente Hamnet. Essa vitória não só reforça o talento de Zhao, vencedora anterior com Nomadland em 2020, mas também posiciona o longa como forte concorrente ao Oscar[1][2].
Para os fãs brasileiros de cinema, que adoram histórias profundas e atuações intensas, Hamnet chega como uma joia. Jessie Buckley levou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama, consolidando seu status como uma das grandes damas do cinema contemporâneo. No palco, Chloé Zhao compartilhou palavras tocantes de Paul Mescal, ausente na cerimônia: “Paul disse que fazer Hamnet o fez perceber que o mais importante para um artista é aprender a ser vulnerável o suficiente para se permitir ser visto como somos, não como deveríamos ser”[1][2]. A diretora, acompanhada do elenco e do produtor Steven Spielberg, que agradeceu a Sam Mendes por indicar o livro, dedicou o prêmio à força e ternura dos presentes, destacando temas de amor parental e perda que ressoam universalmente[2].
O evento, apresentado pela comediante Nikki Glaser, foi repleto de surpresas. Outro destaque foi One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson, que venceu como Melhor Filme de Comédia ou Musical, estrelado por Leonardo DiCaprio em uma trama sobre um pai revolucionário resgatando a filha em um estado policial. A série da Netflix Adolescence dominou a TV, com quatro prêmios, incluindo para o jovem Owen Cooper, de 16 anos, o segundo mais novo vencedor da história[1]. E o Brasil vibrou com Wagner Moura, que brilhou em The Secret Agent e agora é cotado ao Oscar após triunfo na categoria de atuação masculina[1]. Moura, ídolo nacional desde Narcos e O Homem do Maior Mundo, representa o talento brasileiro conquistando Hollywood – uma notícia que agita as redes por aqui!
Hamnet não é só um vencedor de prêmios; é uma narrativa visceral sobre luto shakespeariano. Críticos como Patrick Sproull, do Independent, o chamam de “pá cega para bater na cabeça até você chorar”, criticando sua artificialidade, mas elogiando o impacto emocional[1]. A produção Focus Features explora os espíritos da terra e da floresta, com um final “breathtaking” que Zhao trabalhou incansavelmente, segundo relatos da cerimônia[3]. Spielberg, no palco, reforçou o quanto o projeto era único para Zhao[1][3].
No contexto brasileiro, onde filmes como Nomadland (disponível na Star+) cativaram plateias no streaming e festivais como o É Tudo Verdade, Hamnet promete agitar o calendário. Ainda sem data confirmada para o Brasil, espera-se lançamento em plataformas como HBO Max ou Prime Video no segundo semestre de 2026, seguindo o padrão de blockbusters indie. A vitória impulsiona debates sobre adaptações literárias – afinal, quem resiste a Shakespeare reimaginado com toques modernos? Fãs de Buckley, de The Lost Daughter, e Mescal, de Gladiator II, já fazem fila virtual.
Outros vencedores notáveis incluem Sinners, de Ryan Coogler, com prêmios de trilha sonora original e conquista de bilheteria, e o animado KPop Demon Hunters da Netflix, recorde de audiência com a música “Golden”[2]. Timothée Chalamet superou DiCaprio em atuação, adicionando tempero à noite[1]. Para o público brasileiro, que acompanha os Globes como termômetro do Oscar via Globoplay ou lives, essa edição reforça o poder das histórias humanas em tempos incertos.
A trajetória de Chloé Zhao continua inspiradora: de Songs My Brothers Taught Me a essa obra de prestígio, ela prova ser a cineasta ideal para narrativas espirituais e emocionais[3]. Hamnet não é só um prêmio; é um lembrete de que o cinema, em sua essência, nos torna vulneráveis. Mal podemos esperar pelo impacto no Brasil!