Filme “O Dublê” explode no Prime Video e cenas insanas de Ryan Gosling viram febre no Brasil

Ação prática, humor afiado e Ryan Gosling todo quebrado: como “O Dublê” virou o novo xodó dos brasileiros no streaming

📅 09/01/26
🏷️ Cinema
⏱️ Tempo de Leitura: 6 min
Envolvidos:
Ryan Gosling, Emily Blunt, David Leitch, Aaron Taylor-Johnson, Winston Duke, Hannah Waddingham, Stephanie Hsu

O Dublê: como Ryan Gosling transformou um filme de ação em fenômeno nas redes brasileiras

Se você abriu o TikTok, o Instagram Reels ou o X nos últimos dias, é bem provável que tenha esbarrado em alguma cena completamente insana de Ryan Gosling se jogando de carros em alta velocidade, pegando fogo ou caindo de alturas absurdas. Tudo isso vem de “O Dublê” (The Fall Guy), filme de ação e comédia dirigido por David Leitch que, após chegar ao Prime Video no Brasil, explodiu em repercussão e virou novo queridinho dos fãs de cinema de ação.

Baseado na série dos anos 80 Duro na Queda, o longa acompanha Colt Seavers (Gosling), um dublê de Hollywood que abandona a carreira depois de um acidente que quase acaba com sua vida e seu trabalho.[2] Algum tempo depois, ele é chamado de volta para fazer as cenas de risco de um astro de cinema em um filme dirigido justamente por sua ex-namorada, a cineasta Jody Moreno, vivida por Emily Blunt.[2] No meio disso, o protagonista se vê no meio de um mistério envolvendo o desaparecimento da estrela do longa e uma conspiração em pleno set.[2][3]

No Brasil, o longa estreou nos cinemas em 2 de maio de 2024, mas foi no streaming que o boca a boca realmente pegou fogo.[1] Com a chegada ao catálogo de plataforma por assinatura e a facilidade de recortar trechos, as sequências de ação e o humor físico começaram a ser compartilhados massivamente, colocando o filme de volta no radar de quem pulou o lançamento nos cinemas.

A força das cenas de ação “old school”

Um dos motivos para “O Dublê” ter viralizado é o foco assumido em ação prática e no trabalho real de dublês. Leitch, que é ex-dublê e já comandou títulos como Trem-Bala e Deadpool 2, trata o filme como uma verdadeira carta de amor a esses profissionais.[3] Explosões reais, perseguições, capotamentos e quedas em larga escala aparecem em tela com uma fisicalidade que o público sente, e isso cai como luva para os clipes de rede social.

As cenas mais compartilhadas pelos brasileiros incluem saltos de carro para o mar, quedas espetaculares em cenários de ação e momentos em que o personagem de Gosling apanha sem dó, sempre com muito humor. Composições que destacam o making of das acrobacias, comparando dublês, câmera e resultado final, também têm feito sucesso, reforçando o clima de homenagem aos bastidores do cinema de ação.[3][5]

Ryan Gosling: de Ken a dublê quebrado

A popularidade recente de Gosling depois de Barbie ajudou a impulsionar o interesse brasileiro por “O Dublê”. Aqui, o ator troca o brilho plastificado do Ken por um protagonista meio cansado, cheio de hematomas, mas carismático e debochado. Críticas especializadas destacam como ele equilibra timing cômico com as exigências físicas de um filme recheado de acrobacias.[2][5]

A química com Emily Blunt também virou um dos pontos favoritos dos fãs. Ela interpreta Jody, diretora recém-promovida tentando comandar um blockbuster enquanto lida com o ex reaparecendo no set e com um protagonista desaparecido.[2] Entre uma explosão e outra, o filme reserva espaço para comédia romântica, brigas de relacionamento e diálogos afiados – ótimo material para cortes e memes nas redes.

Do cinema ao streaming: redescoberta no Brasil

Embora tenha tido uma recepção positiva da crítica internacional, com boa aprovação de público e um score sólido em sites como o IMDb,[1][2] muita gente no Brasil acabou ignorando o filme na janela de cinema. Foi a chegada ao streaming que mudou o jogo: listas de motivos para assistir, como as publicadas por veículos especializados nacionais, reforçaram que se trata de um dos filmes de ação mais divertidos de 2024, destacando elenco, humor e set pieces impressionantes.[5]

O movimento é parecido com outros títulos recentes que ganharam uma “segunda vida” no streaming: assim que clipes de momentos impactantes começam a circular, o algoritmo faz o resto. No caso de “O Dublê”, o combo Gosling + ação prática + making of de dublês é praticamente feito sob medida para o consumo rápido em vídeo vertical.

Por que o brasileiro abraçou “O Dublê”

Para o público brasileiro de cinema e TV, o filme encaixa várias tendências atuais:

  • Nostalgia de anos 80: a inspiração em uma série clássica dá aquela sensação de resgate, mas com visual e ritmo modernos.[2][3]
  • Fuga dos blockbusters cheios de CGI: a sensação de ver coisas “de verdade” acontecendo em tela, com dublês arriscando o pescoço, cria identificação e admiração.[3][5]
  • Elenco queridinho: Ryan Gosling e Emily Blunt já têm forte apelo com o público brasileiro, e o filme capitaliza isso com personagens bem humorados e acessíveis.[2][5]
  • Bastidores do cinema: o interesse crescente por como filmes são feitos (efeitos, dublês, direção) encontra em “O Dublê” um prato cheio de referências de set.[3][5]

Não à toa, as redes estão cheias de comentários de espectadores brasileiros elogiando o filme como “divertidíssimo”, “um dos melhores filmes de ação recentes” e “o filme que finalmente valoriza dublê”. A narrativa também abre espaço para discutir, de forma leve, como esses profissionais são pouco reconhecidos apesar de colocarem o corpo em risco para entregar o espetáculo.[3][5]

Vale a pena assistir?

Para quem curte cinema de ação clássico, com humor e romance, “O Dublê” é uma escolha certeira. O filme entrega mais de duas horas de perseguições, pancadaria, piadas e bastidores do próprio set, com um protagonista carismático que vive levando porrada – e levantando para a próxima tomada.[1][2][3]

Com a explosão dos clipes nas redes brasileiras e o fácil acesso pelo streaming, o longa tem tudo para se firmar como aquele título “de confiança” para indicar para amigos e maratonar no fim de semana. E, de quebra, faz muita gente olhar com outros olhos para os dublês que tornam possíveis as cenas que a internet não se cansa de repetir em loop.

Detalhes Importantes

  • Título: O Dublê (The Fall Guy)
  • Diretor: David Leitch, ex-dublê e diretor de filmes como Trem-Bala e Deadpool 2[3]
  • Protagonista: Ryan Gosling como Colt Seavers, dublê de Hollywood[1][2]
  • Co-protagonista: Emily Blunt como Jody Moreno, diretora e ex-namorada do protagonista[2]
  • Elenco de apoio: Aaron Taylor-Johnson, Winston Duke, Hannah Waddingham, Stephanie Hsu[1][3]
  • Gênero: Ação e comédia, com forte foco em acrobacias práticas[2][3]
  • Duração: 2h06min (126 minutos)[1]
  • Baseado em: Série de TV dos anos 80 “Duro na Queda”[2][3]
  • Enfoque: Homenagem ao trabalho dos dublês e bastidores do cinema de ação[3][5]
  • Estreia nos cinemas brasileiros: 2 de maio de 2024[1]