Stranger Things causou um fenômeno sem precedentes nas redes sociais brasileiras quando os episódios finais da quarta temporada foram lançados na Netflix. Em apenas três dias, a série gerou impressionantes 2,6 milhões de tuítes no Brasil, consolidando seu status como um dos maiores sucessos de público e crítica da plataforma de streaming[1].
Segundo dados revelados pelo próprio Twitter à plataforma Omelete, esse volume de postagens corresponde a nada menos que 29% de todo o engajamento sobre Stranger Things desde o lançamento do volume 1 da quarta temporada, em 27 de maio[1]. O número impressionante reflete a dedicação obsessiva dos fãs brasileiros à série, que se transformou em um fenômeno cultural global capaz de ressuscitar artistas da década de 1980, como a cantora Kate Bush, cuja música "Running Up That Hill" se tornou parte icônica da trama[2].
A explosão de comentários não foi uniforme ao longo dos três dias de lançamento. A sexta-feira foi o pico máximo de atividade, seguida de perto pela quinta, quando muitos fãs estavam ansiosos para descobrir como a temporada se encerraria[1]. Essa concentração de engagement revela como os brasileiros acompanham lançamentos de séries na Netflix com sincronização quase religiosa, criando momentos de convergência cultural que dominam completamente as conversas online.
Entre os personagens que roubaram a cena e dominaram as discussões, Eddie Munson, interpretado por Joseph Quinn, emergiu como o grande destaque[1]. O personagem, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu carisma e desenvolvimento emocional na temporada, foi o mais comentado pelos tuiteiros brasileiros. Completando o top 5 de personagens mais discutidos estão Steve (Joe Keery), Max (Sadie Sink), Will (Noah Schnapp) e Robin (Maya Hawke)[1].
A quarta temporada de Stranger Things apresentou desafios narrativos complexos para os criadores Matt e Ross Duffer. A série precisava manter uma narrativa coesa enquanto separava os personagens em quatro núcleos distintos, uma tarefa ainda mais desafiadora considerando que a pandemia da COVID-19 havia atrasado a produção em dois anos[2]. Esse hiato permitiu que o elenco principal envelhecesse significativamente, transformando crianças em adolescentes e adultos, como foi o caso de Millie Bobby Brown, que completou 18 anos durante esse período[2].
A trama da quarta temporada girou em torno da descoberta da verdadeira identidade do vilão e das tentativas dos protagonistas em destruí-lo. Porém, a complexidade aumentou dramaticamente quando se revelou que Onze havia perdido seus poderes psíquicos e estava sendo perseguida por militares do governo[2]. Essa situação a levou novamente para o laboratório secreto do Dr. Brenner, que tentava desbloquear memórias enterradas em seu subconsciente para restaurar suas habilidades.
O fenômeno de Stranger Things transcende a simples audiência de uma série. Pesquisadores culturais apontam que a série, ao mimetizar os anos 1980 durante a época da Guerra Fria, evoca sentimentos nostálgicos profundos em audiências brasileiras[4]. Muitos fãs, como a jovem francesa entrevistada pela AFP, relatam assistir à série com familiares que viveram naquela época, criando momentos intergeracionais que fortalecem o impacto emocional da narrativa.
Para quem já sofre antecipadamente com o fim da série, a Netflix anunciou planos para expandir o universo de Stranger Things. Uma série de animação foi confirmada para 2026, ambientada entre as temporadas 2 e 3, tentando resgatar o clima nostálgico dos "desenhos animados das manhãs de sábado" como Transformers e Os Caça-fantasmas[3]. Além disso, a plataforma está desenvolvendo produções focadas em personagens secundários, incluindo Nancy Wheeler, irmã de Mike, e Eddie Munson[3].
A quinta e última temporada de Stranger Things já foi confirmada pela Netflix, marcando o encerramento definitivo da história que conquistou milhões de corações ao redor do mundo. Os fãs brasileiros continuam acompanhando cada movimento da série com fervor, garantindo que Stranger Things mantenha seu lugar como um dos fenômenos culturais mais significativos do streaming.