Em uma noite histórica para o cinema brasileiro, Wagner Moura levou para casa o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro 2026, realizado neste domingo (11) em Beverly Hills. Sua atuação em "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, não só emocionou a plateia internacional como marcou a primeira vez que um ator brasileiro vence nesta prestigiada categoria[1][2][4].
O baiano de Salvador desbancou uma concorrência de peso de Hollywood, incluindo Michael B. Jordan ("Pecadores"), Oscar Isaac ("Frankenstein"), Dwayne Johnson ("Coração de Lutador: The Smashing Machine"), Joel Edgerton ("Sonhos de Trem" ou "Trem dos Sonhos") e Jeremy Allen White ("Springsteen: Salve-me do Desconhecido" ou "Springsteen: Deliver From Nowhere")[1][2][4]. A vitória veio anunciada pela atriz Minnie Driver, que surpreendeu ao dizer "Parabéns" em português antes de revelar o nome do filme[2].
No discurso de aceitação, Wagner, que recebeu um abraço de Adam Sandler e um beijo de Julia Roberts, falou sobre a essência do filme: "'O Agente Secreto' é um filme sobre memória ou a falta de memória e trauma geracional. Eu acho que se o trauma pode ser passado através de gerações, valores também podem. Isso é para os que continuam seguindo seus valores em momentos difíceis." Ele terminou com um grito em português: "Para todo mundo no Brasil, assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira!"[1]. Emocionado, agradeceu especialmente a Kleber Mendonça Filho, com quem tem uma parceria de longa data[2][3].
O diretor pernambucano também brilhou ao receber o prêmio pelo ator, mandando um "alô, Brasil" e elogiando Moura: "As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo." Kleber dedicou o momento aos jovens cineastas: "Esse é um momento da história muito importante para fazer filmes, aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Vamos continuar fazendo filmes"[2]. "O Agente Secreto" ainda foi indicado a Melhor Filme Dramático (perdeu para "Hamnet"), Melhor Filme de Língua Não Inglesa e outras categorias, consolidando sua força na temporada de premiações[2][4].
Ambientado nos anos 1970 durante a ditadura militar brasileira, o filme segue um professor universitário (Moura) que retorna a Recife para reencontrar o filho caçula, correndo riscos sob o regime[2]. Essa trama potente, escrita por Kleber pensando especificamente em Wagner, coroou uma trajetória de sucesso internacional para o ator, que já havia sido indicado ao Globo de Ouro em 2016 por "Narcos", onde deu vida a Pablo Escobar[1][3][4][5].
Essa conquista repete o feito de Fernanda Torres, que venceu Melhor Atriz em Drama no Globo de Ouro do ano passado por "Ainda Estou Aqui" e depois foi indicada ao Oscar[1][4]. É a segunda vez que o Brasil leva dois prêmios na mesma edição do Globo de Ouro, superando até "Central do Brasil"[2]. Para os fãs brasileiros, isso eleva a visibilidade do cinema nacional globalmente, com Moura somando mais de cinco prêmios internacionais pelo papel, incluindo Festival de Cannes, Chicago e crítica de Nova York[4].
O Globo de Ouro é visto como termômetro para o Oscar, e analistas já falam em indicação para Wagner na premiação mais cobiçada do cinema. Diferente do Globo, que separa drama e comédia, o Oscar junta tudo, o que pode colocá-lo contra nomes como Timothée Chalamet[5]. Enquanto isso, o Brasil vibra com esse marco: o cinema tupiniquim está mais vivo e relevante do que nunca!
Nos últimos anos, produções brasileiras como essas provam que histórias locais com talento global conquistam o mundo. Wagner Moura, com sua versatilidade de "Narcos" a blockbusters como "Velozes e Furiosos", continua sendo o orgulho nacional. Fique de olho na reta final para o Oscar – o Brasil torce junto!